quinta-feira, 3 de maio de 2007

Alimentação vegetariana na gravidez

O vegetarianismo caracteriza-se pela eliminação, parcial ou completa, de alimentos de origem animal da alimentação.
Uma alimentação exclusivamente vegetariana (que exclui todos os produtos de origem animal, como a carne, o peixe, os produtos lácteos e os ovos) pode acarretar situações de défice nutricional, tanto para a mãe como para o bebé. Este tipo de alimentação apresenta carência em proteínas animais, a qual se vai reflectir numa carência de aminoácidos essenciais e num aporte insuficiente em cálcio, ferro, zinco, vitamina B12 e B2, daí que a grávida vegetariana pura deva seguir orientações específicas e ter especial atenção a estes nutrimentos.
Porém existem evidências de que uma alimentação vegetariana bem planeada, composta de queijo, leite, ovos, cereais, frutos secos, legumes e fruta, pode constituir uma alimentação adequada para uma gravidez saudável, na medida que este tipo de alimentos proporciona vantagens, como, um menor risco de hipertensão e de obesidade.

Para saber um pouco mais sobre alimentação vegetariana consulte o Centro Vegetariano.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dietas de emagrecimento

Temos falado da importância do cuidado que a grávida deve ter com o aumento de peso, mas não devemos olhar só para os excessos… Acontece, com certas grávidas, haver uma preocupação excessiva com o peso, não aceitando sequer aquele que é fisiologicamente esperado, iniciando, mesmo, dietas restritivas.
Iniciar uma dieta restritiva injustificada nesta etapa, pode acarretar graves consequências, como colocar em risco a própria gravidez (por aborto espontâneo) e causar danos, de diversas ordens, no feto (baixo peso ou prematuridade, atraso de desenvolvimento…). Assim, a gravidez não é a ocasião adequada para começar uma dieta, a não ser que esta seja recomendada, como no caso da grávida ter excesso de peso (IMC superior a 25) ou obesidade (IMC superior a 30). Mas mesmos nestas situações, recomenda-se uma dieta equilibrada e sempre com o acompanhamento do profissional de saúde.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Gravidez: o que pesa?

A mulher não deve nunca descuidar o seu peso ao longo da gravidez. Para além das alterações significativas de peso terem repercussões nefastas e graves para a saúde do bebé, os excessos serão difíceis de perder posteriormente e, como tal, pode desenvolver-se uma situação de obesidade. Muitas mulheres que ganharam peso para além do recomendado no decorrer da gravidez, têm muita dificuldade em restabelecer o seu peso normal.
O aumento de peso na gravidez, quando se situa entre os 10 a 20 kg, distribui-se por:

  • Bebé – 3 a 3,5 kg
  • Placenta – 500 a 800 g
  • Líquido amniótico (bolsa de águas) – 500 g a 1 kg
  • Seios e útero – 1 a 1,7 kg
  • Sangue e água – 2,5 kg
  • Gordura – 3 a 11 kg

Como refere a Profª Isabel do Carmo, no seu livro 222 PERGUNTAS E RESPOSTAS para emagrecer e manter o peso de uma forma equilibrada (publicações Dom Quixote, 2005), "O peso correspondente ao bebé, à placenta e à bolsa de águas desaparece logo a seguir ao parto. O aumento de volume do útero, o sangue e a água em excesso vão levar algumas semanas a ser reduzidos. O aumento dos seios e a gordura acumuladas nas coxas e nádegas vão acompanhar o período de lactação. Em princípio, essas reservas servem para ser consumidas exactamente nesse período. Mas muitas vezes são excessivas e ficam lá."
Por isso quando se diz que durante a gravidez o consumo alimentar aumenta, atenção! Comer para dois não é comer por dois. O que o bebé não gasta, deposita-se na mãe...

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Pesos da gravidez

As regras na alimentação estabelecidas
na gravidez devem satisfazer as necessidades qualitativas e quantitativas da grávida, precavendo o aumento de peso, para além do recomendado.
Em geral, é fisiológico um aumento de peso na ordem dos 11 – 15 kg, estando estes valores dependentes do índice de massa corporal da mulher antes de engravidar.


Para saber mais detalhadamente sobre este assunto, consulte o artigo nesta página.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Recomendações

Como em qualquer plano alimentar, também este deve ter por base os Hidratos de Carbono (55 – 65% do valor energético diário), importantes fontes de fibras, vitaminas e minerais. A este grupo pertencem alimentos como as leguminosas, o pão, arroz, massas e batata, assim como os frutos e hortícolas.
As Proteínas (15% do valor energético diário), devem ser ingeridas sob a forma de carne, peixe, ovos, produtos lácteos e leguminosas, sendo estas últimas uma fonte importante de proteínas de origem vegetal.
Os Lípidos devem ser consumidos com moderação (20 – 30% do valor energético diário), devendo dar preferência ao azeite, para temperar e confeccionar os diversos pratos.
Relativamente às bebidas, a água deverá ser o líquido de eleição, devendo ingerir 1,5L a 2L diariamente, de modo a garantir uma hidratação adequada.

As calorias que interessam!

Durante a gravidez é compreensível que as necessidades calóricas estejam acrescidas, pelo que o consumo alimentar aumenta, nomeadamente a partir do segundo e terceiro trimestres. Este consumo deve resultar de pequenas quantidades de alimentos, ingeridos com maior frequência, evitando-se o excesso.
Independentemente das necessidades, o dia da grávida deve compreender 5 a 6 refeições diárias (pequeno-almoço, merenda da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia), com 2h30m a 3horas de intervalo entre elas, o que permitirá uma ingestão alimentar fraccionada durante dia, prevenindo assim o aparecimento de obesidade.
Comer com peso e medida!

sábado, 7 de abril de 2007