segunda-feira, 14 de maio de 2007

Gravidez na Adolescência II

A adolescência é uma fase caracterizada por diversas transformações biológicas, psicológicas e sociais que podem influenciar o comportamento alimentar.Novos estilos de vida, que muitas vezes passam pelos consumos de álcool e drogas, (in)actividade física e as “dietas especiais” (tão típicas das raparigas, que pressionadas pelos padrões impostos pela sociedade, passam a restringir a ingestão calórica, para controlar o peso) são aspectos que influenciam a alimentação dos jovens. Além disso, a irregularidade dos hábitos alimentares, por omissão de refeições ou substituição destas por lanches, aliada à ingestão de produtos inadequados nutricionalmente, faz com que este seja considerado um grupo de risco nutricional.
Ao engravidar neste período, as adolescentes têm necessidades nutricionais diferentes das da grávida não adolescente, pelo que já foi referido e pelo facto de, apesar de já terem atingido maturidade para conceber, o seu desenvolvimento não está ainda completo. A gestante adolescente necessita de assegurar o seu próprio crescimento e o do feto.
Assim, a avaliação nutricional e o acompanhamento alimentar são essenciais para identificar factores de risco e prevenir complicações que se podem desenvolver durante estas gravidezes.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Alimentação vegetariana na gravidez

O vegetarianismo caracteriza-se pela eliminação, parcial ou completa, de alimentos de origem animal da alimentação.
Uma alimentação exclusivamente vegetariana (que exclui todos os produtos de origem animal, como a carne, o peixe, os produtos lácteos e os ovos) pode acarretar situações de défice nutricional, tanto para a mãe como para o bebé. Este tipo de alimentação apresenta carência em proteínas animais, a qual se vai reflectir numa carência de aminoácidos essenciais e num aporte insuficiente em cálcio, ferro, zinco, vitamina B12 e B2, daí que a grávida vegetariana pura deva seguir orientações específicas e ter especial atenção a estes nutrimentos.
Porém existem evidências de que uma alimentação vegetariana bem planeada, composta de queijo, leite, ovos, cereais, frutos secos, legumes e fruta, pode constituir uma alimentação adequada para uma gravidez saudável, na medida que este tipo de alimentos proporciona vantagens, como, um menor risco de hipertensão e de obesidade.

Para saber um pouco mais sobre alimentação vegetariana consulte o Centro Vegetariano.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dietas de emagrecimento

Temos falado da importância do cuidado que a grávida deve ter com o aumento de peso, mas não devemos olhar só para os excessos… Acontece, com certas grávidas, haver uma preocupação excessiva com o peso, não aceitando sequer aquele que é fisiologicamente esperado, iniciando, mesmo, dietas restritivas.
Iniciar uma dieta restritiva injustificada nesta etapa, pode acarretar graves consequências, como colocar em risco a própria gravidez (por aborto espontâneo) e causar danos, de diversas ordens, no feto (baixo peso ou prematuridade, atraso de desenvolvimento…). Assim, a gravidez não é a ocasião adequada para começar uma dieta, a não ser que esta seja recomendada, como no caso da grávida ter excesso de peso (IMC superior a 25) ou obesidade (IMC superior a 30). Mas mesmos nestas situações, recomenda-se uma dieta equilibrada e sempre com o acompanhamento do profissional de saúde.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Gravidez: o que pesa?

A mulher não deve nunca descuidar o seu peso ao longo da gravidez. Para além das alterações significativas de peso terem repercussões nefastas e graves para a saúde do bebé, os excessos serão difíceis de perder posteriormente e, como tal, pode desenvolver-se uma situação de obesidade. Muitas mulheres que ganharam peso para além do recomendado no decorrer da gravidez, têm muita dificuldade em restabelecer o seu peso normal.
O aumento de peso na gravidez, quando se situa entre os 10 a 20 kg, distribui-se por:

  • Bebé – 3 a 3,5 kg
  • Placenta – 500 a 800 g
  • Líquido amniótico (bolsa de águas) – 500 g a 1 kg
  • Seios e útero – 1 a 1,7 kg
  • Sangue e água – 2,5 kg
  • Gordura – 3 a 11 kg

Como refere a Profª Isabel do Carmo, no seu livro 222 PERGUNTAS E RESPOSTAS para emagrecer e manter o peso de uma forma equilibrada (publicações Dom Quixote, 2005), "O peso correspondente ao bebé, à placenta e à bolsa de águas desaparece logo a seguir ao parto. O aumento de volume do útero, o sangue e a água em excesso vão levar algumas semanas a ser reduzidos. O aumento dos seios e a gordura acumuladas nas coxas e nádegas vão acompanhar o período de lactação. Em princípio, essas reservas servem para ser consumidas exactamente nesse período. Mas muitas vezes são excessivas e ficam lá."
Por isso quando se diz que durante a gravidez o consumo alimentar aumenta, atenção! Comer para dois não é comer por dois. O que o bebé não gasta, deposita-se na mãe...

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Pesos da gravidez

As regras na alimentação estabelecidas
na gravidez devem satisfazer as necessidades qualitativas e quantitativas da grávida, precavendo o aumento de peso, para além do recomendado.
Em geral, é fisiológico um aumento de peso na ordem dos 11 – 15 kg, estando estes valores dependentes do índice de massa corporal da mulher antes de engravidar.


Para saber mais detalhadamente sobre este assunto, consulte o artigo nesta página.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Recomendações

Como em qualquer plano alimentar, também este deve ter por base os Hidratos de Carbono (55 – 65% do valor energético diário), importantes fontes de fibras, vitaminas e minerais. A este grupo pertencem alimentos como as leguminosas, o pão, arroz, massas e batata, assim como os frutos e hortícolas.
As Proteínas (15% do valor energético diário), devem ser ingeridas sob a forma de carne, peixe, ovos, produtos lácteos e leguminosas, sendo estas últimas uma fonte importante de proteínas de origem vegetal.
Os Lípidos devem ser consumidos com moderação (20 – 30% do valor energético diário), devendo dar preferência ao azeite, para temperar e confeccionar os diversos pratos.
Relativamente às bebidas, a água deverá ser o líquido de eleição, devendo ingerir 1,5L a 2L diariamente, de modo a garantir uma hidratação adequada.