segunda-feira, 28 de maio de 2007

Incómodos na Gravidez: Retenção de líquidos

Na gravidez é muito comum ocorrer a tão conhecida retenção de líquidos.
As mãos podem inchar e os anéis deixarem de servir; os tornozelos podem aumentar de volume e os sapatos ficarem apertados. O efeito mais notório é sentido a nível das pernas, quando a mulher está de pé, devido a uma retenção de líquidos, por má circulação sanguínea (usar meias elásticas ou repousar com frequência com as pernas ao alto, de preferência inclinada para o lado esquerdo, costuma reduzir o edema).
A retenção de líquidos pode concorrer, também, para o aumento de peso.
Mais importante que o controlo da ingestão de líquidos, é a restrição de alimentos com muito sal.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Incómodos na Gravidez: Obstipação

À medida que a gravidez avança, a pressão que o útero exerce sobre o recto e sobre a parte inferior do intestino pode provocar obstipação. Esta prisão de ventre pode ser agravada, porque as contracções musculares involuntárias que se produzem no intestino para deslocar os alimentos se tornam mais lentas, devido aos elevados valores de progesterona presentes durante a gravidez.
O tratamento passa, em muitos dos casos, por uma dieta rica em fibras (fruta, frutos secos, legumes e produtos integrais), pela ingestão de mais água, pela prática de exercício físico e pela melhor programação do tempo dedicado ao esvaziamento intestinal.
Para compreender melhor o porquê destas medidas, sugerimos a leitura da notícia: Obstipação - Resposta está na dieta e exercício físico.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Incómodos na Gravidez: Enjoos matinais

A gravidez traz consigo alguns incómodos, mas que podem ser aliviados com alguns cuidados alimentares.
Desses incómodos destacam-se os comuns enjoos matinais.
Um dos motivos para esse mal-estar é a alteração hormonal que ocorre no corpo da mulher nesta fase – aumento dos níveis de estrogénio e progesterona. Porém, factores psicológicos, como a ansiedade e o stresse, também podem influenciar.
Ficam alguns conselhos para aliviá-los:
- beba muitos líquidos, tais como sumos de fruta, leite e sopas;
- faça refeições ligeiras e frequentes (o estômago vazio pode, também, despoletar o enjoo);
- evite os alimentos gordurosos ou muito condimentados;
- faça uma alimentação rica em fruta, proteínas, como a carne magra e peixe, e hidratos de carbono complexos (amido e fibras), como os produtos integrais;
- beba água cada vez que a fome surja fora das refeições.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Gravidez na Adolescência II

A adolescência é uma fase caracterizada por diversas transformações biológicas, psicológicas e sociais que podem influenciar o comportamento alimentar.Novos estilos de vida, que muitas vezes passam pelos consumos de álcool e drogas, (in)actividade física e as “dietas especiais” (tão típicas das raparigas, que pressionadas pelos padrões impostos pela sociedade, passam a restringir a ingestão calórica, para controlar o peso) são aspectos que influenciam a alimentação dos jovens. Além disso, a irregularidade dos hábitos alimentares, por omissão de refeições ou substituição destas por lanches, aliada à ingestão de produtos inadequados nutricionalmente, faz com que este seja considerado um grupo de risco nutricional.
Ao engravidar neste período, as adolescentes têm necessidades nutricionais diferentes das da grávida não adolescente, pelo que já foi referido e pelo facto de, apesar de já terem atingido maturidade para conceber, o seu desenvolvimento não está ainda completo. A gestante adolescente necessita de assegurar o seu próprio crescimento e o do feto.
Assim, a avaliação nutricional e o acompanhamento alimentar são essenciais para identificar factores de risco e prevenir complicações que se podem desenvolver durante estas gravidezes.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Alimentação vegetariana na gravidez

O vegetarianismo caracteriza-se pela eliminação, parcial ou completa, de alimentos de origem animal da alimentação.
Uma alimentação exclusivamente vegetariana (que exclui todos os produtos de origem animal, como a carne, o peixe, os produtos lácteos e os ovos) pode acarretar situações de défice nutricional, tanto para a mãe como para o bebé. Este tipo de alimentação apresenta carência em proteínas animais, a qual se vai reflectir numa carência de aminoácidos essenciais e num aporte insuficiente em cálcio, ferro, zinco, vitamina B12 e B2, daí que a grávida vegetariana pura deva seguir orientações específicas e ter especial atenção a estes nutrimentos.
Porém existem evidências de que uma alimentação vegetariana bem planeada, composta de queijo, leite, ovos, cereais, frutos secos, legumes e fruta, pode constituir uma alimentação adequada para uma gravidez saudável, na medida que este tipo de alimentos proporciona vantagens, como, um menor risco de hipertensão e de obesidade.

Para saber um pouco mais sobre alimentação vegetariana consulte o Centro Vegetariano.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dietas de emagrecimento

Temos falado da importância do cuidado que a grávida deve ter com o aumento de peso, mas não devemos olhar só para os excessos… Acontece, com certas grávidas, haver uma preocupação excessiva com o peso, não aceitando sequer aquele que é fisiologicamente esperado, iniciando, mesmo, dietas restritivas.
Iniciar uma dieta restritiva injustificada nesta etapa, pode acarretar graves consequências, como colocar em risco a própria gravidez (por aborto espontâneo) e causar danos, de diversas ordens, no feto (baixo peso ou prematuridade, atraso de desenvolvimento…). Assim, a gravidez não é a ocasião adequada para começar uma dieta, a não ser que esta seja recomendada, como no caso da grávida ter excesso de peso (IMC superior a 25) ou obesidade (IMC superior a 30). Mas mesmos nestas situações, recomenda-se uma dieta equilibrada e sempre com o acompanhamento do profissional de saúde.